domingo, 30 de junho de 2013

à procura de um poema...

para o próximo projecto "Exposição/instalação - Sala de leitura"!!!!


está difícil!!!


sábado, 29 de junho de 2013

é já ali!

Pelas nove da manhã desse dia de Setembro cheguei enfim à estação de Évora. Nos meus membros espessos, no crânio embrutecido, trago ainda o peso de uma noite de viagem. Um moço de fretes abeirou-se de mim, ergue a pala do boné:
– É preciso alguma coisa, senhor engenheiro?
Dou-lhe as malas, digo-lhe que há ainda um caixote de livros a desembarcar.
– Então é dar-me a senhazinha, senhor engenheiro.
– Mas não me trate por engenheiro. Sou professor do Liceu.
Com passinhos curtos, anda dobrado, como se tivesse dores de bexiga. A cara e os olhos, são vermelhos, ensopados em sangue. Carrega tudo aos ombros com uma complicação de cordéis, promete-me uma pensão muito boa, mesmo na Praça, "que é já ali", e convida-me a segui-lo com os seus olhos lastimosos de aguardente. Está uma manhã bonita, com um sol íntimo dourando o ar, um vento leve da planície, fresco de orvalhos. À minha frente, o moço de fretes, agachado sobre si, vai dançando um estranho ritmo de arame, com os seus passos saltitados. Mal o olho. Trago em mim um pesadelo de ideias, um cansaço profundo que me halaga, me submerge. A Praça ainda é longe, e não "já ali", como me garantira o moço. Mas a angústia que me habita, a violenta redescoberta da morte, que eu acabo de fazer, tornam-me estranho nesta cidade branca, separaram-ma dos meus olhos vazios. Venho de luto. O meu pai morreu. Que têm que fazer, em face da minha dor, da minha alucinação, estas árvores matinais da avenida que percorro, a branca aparição desta cidade-ermida?
– Estamos quase, senhor engenheiro.

Vergílio Ferreira  (capítulo I do romance "Aparição",1959)


Mário Linhares, desenhador do quotidiano

Uma pequena homenagem, a Évora, pelo seu feriado municipal... que pena é domingo!!!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O silêncio

Quando a ternura 
parece já do seu ofício fatigada,


e o sono, a mais incerta barca, 
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinado

Eugénio de Andrade

quinta-feira, 27 de junho de 2013

quarta-feira, 26 de junho de 2013

"Riscos e rabiscos - O direito à educação"

O painel, “Riscos e Rabiscos - Direito à Educação”, foi realizado para comemorar a abertura da nova escola.
Um projeto transversal que contou com a contribuição de 435 participantes, alunos (pré-primário, 2º, 3º ciclo e secundário), docentes, funcionários e encarregados de educação.
A dimensão do painel é de 3,50m x 2,00m
Dividiu-se em duas fases:
1ª—  execução de desenhos, colagens textos… por parte de todos os participantes;
2ª— Colagens de cópias a preto e branco, dos trabalhos produzidos pelos participantes, serigrafia da planta da escola, impressão a cores em serigrafia de detalhes do painel.







Um agradecimento a todos, incondicionalmente que contribuíram para a realização do projeto e  um obrigado, particular:
- à Câmara Municipal de Arraiolos;
- à Direção do Agrupamento de Escolas de Arraiolos;
- à Associação Imagem Impressa, nas pessoas do presidente, Américo Silva e da gravadora Irene Ribeiro.

Um obrigado, afetuoso aos nossos alunos de EVT, 5ºA, B, C e D (ano 2011/ 2012) e à professora Mariana Mendes que nos acompanha  permanentemente nestas “aventuras”!




terça-feira, 25 de junho de 2013

Inestimáveis...

Os contributos dos alunos, docentes, funcionários e encarregados de educação!
Cada um interpretou e registou o artigo 26º da Constituição dos Direitos Humanos, o direito à educação, da forma que melhor entendeu e achou mais adequada!
Surgiram opiniões, críticas e reflexões escritas, palavras soltas, recortes, colagens, pinturas e muitos desenhos! 



Um projecto que tinha em mente, o desenvolvimento de competências artísticas, orientado pelos valores da ética, solidariedade, igualdade, respeito e cidadania universal.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Espaços... montar uma exposição!!!

Expor significa: ordenar, classificar, valorizar aquilo que queremos mostrar!
Expor é um ato de partilha que deve ter significado.
Tudo deve fazer sentido... quem visita deve perceber a história que temos para contar!
A montagem implica, quase sempre uma série de  desafios e problemas, sobretudo no que respeita às infra - estruturas;  espaços, segurança, perseveração, iluminação, manutenção entre outros! 
Um desgaste que a maioria não entende!!!



Finalmente começamos a montar a nossa exposição "Riscos e rabiscos - o direito à educação", contra ventos e marés!!!