sábado, 14 de março de 2015
um dia multicultural...
Entre gente boa, uma visita a V
ila-Franca-de-Xira, feita de
gostos, sabores, vivências, emoções, recordações e afetos... inesquecível!
Como diz a Teresa, "momentos de amizade, cultura, gastronomia...enfim bons pretextos para estarmos juntos"
e já agora, PARABÉNS, ao Zé Pedro, muitos e bons anos de vida, entre família e amigos!
sexta-feira, 13 de março de 2015
mar
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua
.
Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Sophia de Mello Breyner Andresen
quinta-feira, 12 de março de 2015
sonhos...
Asa quebrada
da triste gaivota
sonho de voar!
Rodrigo de Almeida Siqueira
São tantas no páteo da minha escola...
quarta-feira, 11 de março de 2015
as cores do mar
muitas tonalidades de azul, verde, o branco das ondas e o dourado da areia...
e todas as formas que encontrámos no jardim!
terça-feira, 10 de março de 2015
Simplesmente fabulosos!
os postais dos meninos da pré- primária...
São tantos os animais fantásticos que habitam o mar!
Há dias, projetos e pessoas que tornam a nossa vida especial!
segunda-feira, 9 de março de 2015
às 7 em ponto...
Incontestavelmente, nunca se atrasa...
André Letria
Pontualidade britânica!!!
domingo, 8 de março de 2015
mulheres!
A propósito do dia que se comemora, deixo-vos uma mensagem reveladora dos tempos que vivemos... nunca fez tanto sentido, infelizmente!!!
Gesture Drawing
Calçada de Carriche
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
António Gedeão
a todas as mulheres que, incansavelmente, sobem a calçada!
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