segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

a minha biblioteca...

este ano, particularmente, maravilhosa!


tudo a postos para celebrar o natal!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Nascemos, imensamente

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Vinicius de Moraes


gosto muito!

sábado, 19 de dezembro de 2015

o presépio

"Todos os anos, pelo Natal, eu ia a Belém. A viagem começava em Dezembro, no princípio das férias. Primeiro pela colheita do musgo, nos recantos mais húmidos do jardim. Cortava-se como um bolo, era bom sentir as grandes fatias despegarem-se da areia, dos muros ou dos troncos das árvores velhas, principalmente da ameixieira. Enchia-se a canastra devagar, enquanto a avó ia montando o que se chamaria hoje as estruturas, ou mesmo infraestruturas, junto da parede da sala de jantar que dava para o jardim. Eram caixotes, caixas de chapéus e de sapatos viradas do avesso, tábuas, que pouco a pouco ela ia cobrindo de musgo, ao mesmo tempo que fazia carreiros e caminhos com areia e areão. Mais tarde os rios e os lagos, com bocados de espelhos antigos, de vidros ou mesmo de travessas cheias de água. Até que todos os caixotes, caixas e tábuas desapareciam. Ficavam montanhas, planícies, rios, lagos. Era uma nova criação do mundo. Aqui e ali uma casinha ou um pastor com suas cabras. 

E todos os caminhos iam para Belém."
Manuel Alegre

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Descobrir...

A Fundação Calouste Gulbenkian através do programa DESCOBRIR,  proporciona cursos com formatos, horários e durações variados, de forma a servir diferentes tipos de interesses, objetivos e disponibilidades, nas áreas da Música, da Educação Artística, da História da Arte e do Ambiente. Alguns são destinados, particularmente, a professores!
As propostas eram aliciantes! Como fazer a ilustração de um livro de autor? Por onde se começar? Como fazer um storyboard? Que técnicas plásticas utilizar? Como fazer uma composição gráfica de um livro e ainda a importância da relação texto-imagem.
Adorei, sobretudo pelo contacto com obras que não conhecia, pelo processo criativo através da partilha de estratégias e ferramentas criativas, pela experimentação e contacto directo com técnicas diversas passíveis de utilizar com os alunos em sala de aula.
De referir que a concepção e orientação foram da Margarida Botelho e Maria Remédio que estiveram de parabéns! 


Aprender novas coisas é sempre o melhor caminho!